Levantamento aponta os maiores problemas que os criadores de conteúdo enfrentam para fechar e realizar uma publicidade

A Trope, consultoria de geração Z, tem feito em suas redes sociais um quadro intitulado #PerrenguedePubli, onde os criadores de conteúdo compartilham quais são os problemas mais comuns na hora de fechar e realizar uma publicidade e como isso impacta na relação ‘creator x marca’. Com base nesses relatos, o InstitutoZ, primeiro especializado em estudos de comportamento e consumo da Geração Z, que é uma iniciativa da Trope, realizou um levantamento com 40 creators.

Segundo Mylena Mourasupervisora do InstitutoZ, para fazer o levantamento, foram ouvidos creators diversos, de nichos variados, com o objetivo de mapear os erros mais comuns, tanto das marcas quanto dos criadores de conteúdo, quando se trata de fechar uma publicidade. E a partir disso, apontar a importância de se ter profissionais qualificados para trabalhar na creator economy.

Para fazer o levantamento, os vídeos foram analisados individualmente. “Comparamos as semelhanças e buscamos entender as diferenças, para assim poder compreender as maiores dores dos creators no que diz respeito ao relacionamento com as marcas. Essa pesquisa também tem o intuito de fazer um alerta sobre a creator economy, pois nem tudo na profissão são flores. É o famoso: quem vê close, não vê o corre”, diz Mylena.

De acordo com relatos e comentários nas publicações, o tópico envolvendo ‘problemas com o briefing’ foi o campeão dentro do quadro. A grande maioria dos criadores de conteúdo possuem uma reclamação sobre esse ponto, como briefing mal redigido, incompleto, confuso, incluindo a demora para a entrega do próprio briefing. Tudo isso atrapalha o processo de criação do profissional.

O levantamento aponta que outras situações acabaram se repetindo nos relatos, como o exagero no número de repetições exigidas pela marca em conteúdos já prontos. “Um creator compartilhou que uma marca pediu para que ele refizesse o conteúdo 13 vezes. Uma outra criadora precisou refazer 3 vezes porque a própria marca estava perdida no briefing, ou seja, isso reforça que existe um problema a ser resolvido”, ressalta Mylena.

Além destes problemas, atrasos de pagamento, exclusão e diferenciação no tratamento de criadores de conteúdo com números menores de seguidores, que costumam ser menos considerados pelas marcas, também aparecem nos relatos. Para Luiz Menezesfundador da Trope, essas dores demonstram falta de preparo dos profissionais da área para trabalharem com a creator economy, pois situações desrespeitosas tendem a desestimular o creator, deixando-o desconfortável na hora de criar um bom conteúdo. 

Por essa razão, é cada vez mais importante que existam profissionais especializados para desenvolver planejamentos assertivos. “A creator economy é um mercado gigante e promissor, que conta com profissionais talentosos e que podem agregar muito para as marcas. Porém, precisa ser uma via de mão dupla, pois a criação de conteúdo deve ser proveitosa e rentável para os dois lados. A relação entre marcas e creators precisa ser de respeito, responsabilidade e profissionalismo de ambas as partes”, finaliza Luiz.


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